O homem e a morte no Antigo Testamento

Willibaldo Ruppenthal Neto

Resumo


Este artigo visa analisar a compreensão da morte no Antigo Testamento, demonstrando as três formas com que a mesma se apresenta, enquanto elemento linguístico, força cósmica e fim biológico. A morte, expressa pelas trevas e pelo deserto, é a fonte de impureza e sofrimento, completamente oposta não somente à vida como à própria criação. Assim como a vida, a morte também marca e define o ser humano, sendo entendida como o rompimento do relacionamento com Deus, somente podendo ser retomado por Deus. A vida após a morte, diferente do que muitos imaginam, não se apresenta como uma realidade positiva no Antigo Testamento, mas é antes uma situação de solidão e ausência, longe de ser desejada. O homem, completamente marcado pela mortalidade, encontra na morte seu trágico fim, cuja única luz de esperança reside não em sua natureza senão no poder de Deus que, sendo criador de todas as coisas, pode lhe criar novamente pela ressurreição.

Palavras-chave


Antropologia teológica; Antigo Testamento; Teologia bíblica.

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DOI: http://dx.doi.org/10.22351/nepp.v43i2.2766

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