A Diaconia profética como denúncia ao sexismo: mulheres vivendo com HIV/AIDS e as limitações ao trabalho de prevenção

Rogério Oliveira Aguiar

Resumo


Na década de 1980, a AIDS era uma doença que mexia com o imaginário das pessoas e com as estruturas sociais, culturais, econômicas e religiosas. Durante muito tempo, a AIDS foi compreendida como doença dos homossexuais, usuários de drogas injetáveis e profissionais do sexo. Na década seguinte, o perfil das pessoas portadoras do vírus HIV, causador da AIDS, estava mudando drasticamente. O número de mulheres infectadas pelo HIV aumentava rapidamente. Os grupos considerados de risco tecnicamente já não existiam mais. O discurso foi modificado, dando lugar às reflexões em torno dos comportamentos de risco, no qual todos e todas estão vulneráveis ao contágio pelo HIV. Nesse contexto, faz-se necessária a pergunta pela vulnerabilidade das mulheres, vítimas não apenas do HIV, mas também da violência sexista ocasionada pelo androcentrismo fortemente difundido em nossa sociedade e que impõe limitações ao trabalho de prevenção entre o público feminino. É sobre esse assunto que o presente artigo se dispõe a tratar, utilizando-se de instrumentais teóricos no campo da diaconia e da teologia feminista.

Palavras-chave


Diaconia Profética; Sexismo; Vulnerabilidade; HIV/Aids.

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DOI: http://dx.doi.org/10.22351/nepp.v27i0.262


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